Poesia-Pintura

O POETA, A MUSA E O JARDIM

Poema de João de Almeida Santos
Ilustração: “O Jardim”
Original de minha autoria
Março de 2025

“O Jardim”. JAS 2025

POEMA – “O POETA, A MUSA E O JARDIM”

ENCONTREI-TE
De novo
No meu jardim
Onde esta arte
Nasceu
E das cores
Que lá havia
E por dádiva
Dos céus
Ou brilho
Da tua estrela
Logo meu estro
Cresceu;
Subi, então,
Ao Parnaso
E teu rosto,
Por milagre,
Em palavras
Renasceu.

NESSE JARDIM
De mil azáleas
E de exuberante
Jasmim
Havia inebriantes
Aromas
E matizes
Num sem-fim.

HAVIA CORES
Em seda pura
Que brilhavam
Como se fossem
De exuberante
Pintura,
Havia verde,
Vermelho,
Amarelo
E lilás,
Todas as cores
Do meu gosto
Para com elas
Pintar,
Em moldura
De arco-íris,
A beleza
Do teu rosto.

A VIDA
Vem é daí,
É arco-íris
Que se pinta
Com a alma,
É alquimia,
É luz intensa
Que fascina,
É pauta
Onde escrevo
As notas
Da melodia
Que te canto
Em surdina.

INEBRIO-ME
Com as sete cores,
Vou atrás delas,
Imparável,
A voar,
E o mundo
Fica pra trás
Na vertigem
De te encontrar
Lá no alto,
Lá no céu,
Para contigo
Dançar
Um poema
Que é só teu.

ÉS COR,
És risco,
És traço,
És nuvem
Branca
Que se esfuma
No azul profundo
Do céu
Esse mar
Que eu navego
Como se fosse
Só meu.

VIESTE
Do jardim
Onde cresceste,
Trazias flores
Impressas
Nessa tua
Pele macia,
 Mas as cores
Eram tão vivas
Que nelas
Eu me perdia.

E DISSESTE
Com carinho,
Com esse olhar
Tão seguro,
Que me querias
E sentias
Com afecto
Do mais puro.

E, DEPOIS,
Lá regressaste
Ao jardim,
Levando-me
Pela mão,
Com brilho
No teu olhar...
E eu deixei-me ir
A teu lado
Tão feliz
E fascinado
Simplesmente
Por te amar.

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