Poesia-Pintura

A MUSA (QUE NÃO É) DE SIRACUSA

Poema de João de Almeida Santos
Ilustração: "S/Título"
JAS 2026
Original de minha autoria
Fevereiro de 2026

“S/Título” – JAS 2026

A MINHA MUSA
Não veio
De Singapura
Nem  sequer
De Siracusa,
Não é branca
Nem traz paz,
Quando a vejo
Estremeço,
Mas é de presença
Fugaz.

E É DOURADA
Porque voa
Lá no alto
Junto ao sol
Que a ilumina
Levada
Pelo poeta,
É rápida,
Fugidia,
Quase divina,
Mas mais parece
Um cometa.

NÃO CANTA,
Não dança,
Nem pinta,
Ela deixa
A vida correr
Levada
Pelo destino...
.........
E é assim
Que tem de ser
Como eu
A imagino.

E EU TAMBÉM,
Sempre atraído
Por ela,
Já nem sei
Se a vou ver
A não ser
Na fantasia,
Pintada
Numa aguarela,
Desenhada
Em poesia.

POUCO SE SABE
Da musa
E nem o poeta
O diz,
Ela não vai
À janela
Pra da rua
Não se ver,
Foi sempre
O que ela quis
Mesmo sem nunca
O dizer.

A MINHA MUSA
Não vem
Lá de Siracusa
Nem sequer
De Singapura,
Não sei bem
De onde vem,
É musa,
É mesmo pura
Como em poesia
Convém.

O POETA
Perguntou
Coisas
À musa
E nem sequer
A conhecia?
Talvez,
Mas que importa,
Mais uma vez?
É assim
 A poesia...

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