ENCONTRO
Poema de João de Almeida Santos Ilustração: “Deusa das Camélias” JAS 2026 (nova versão) Original de minha autoria. Abril de 2026.
POEMA – “ENCONTRO”
OS ASTROS Alinharam-se Uma só vez. Passaram anos E anos De sofrida aridez. MAS UM DIA Encontrei-a, Sem querer, Astros Ou destino, Quero lá eu saber, Se foi tão bela Esta forma Tão singela De a ver. ABANDONEI-ME Ao destino E o acaso Chegou. Estranho Reencontro Tardio Na fita Da memória A rodar Em moviola, O passado Em desafio A tudo O que eu sou. ERA INCERTA A imagem, O olhar Levemente Embaciado, Um arco-íris Descera Com o sol Dessa manhã, Intensamente Dourado. GOTÍCULAS Brilhantes Como lágrimas De nostalgia Cobriram O meu olhar Como se fosse Magia Para melhor A cantar. VISLUMBREI-A A caminho do Destino, Raptou-me O acaso Essa incerta Silhueta Que não pude Fixar No meu campo De visão, Como se fosse Castigo, Sem ponta de Compaixão. E AQUI ESTOU EU Devolvido À solidão, Mais saudades, Um poema Em gestação. SÓ ASSIM LHE SEI Falar, Fico incerto Se a vejo, Troco o passo A cada instante, Hesito nesse Momento, Finjo aquilo Que não sinto E, por fim, Fico tão-só Amante Da poesia Que me dá o que Não tenho... ............ Uma réstia De alegria. OS ASTROS Alinharam-se Para a voltar A perder, Dois minutos, Um sorriso, Pouco mais... ......... Este novo Entardecer Chegou cedo Ao meu cais.

