Poesia-Pintura

O PÊNDULO

POEMA 
de João de Almeida Santos
Ilustração: 
“O Pêndulo-Talismã” - JAS 2026
e detalhe de 
"O Som do Silêncio" - JAS 2023
Originais de minha autoria
Junho de 2026

“O Pêndulo-Talismã” – JAS 2026

POEMA – “O PÊNDULO”

DIZ À MUSA
O poeta:
Em meus versos
Há um eterno
Retorno,
É sempre ir
E voltar...
Mas eu tenho
Sempre
Uma meta
Antes de ao chão
Regressar.

MEUS POEMAS
São como pêndulos,
Oscilam,
Oscilam,
Vão para lá
E pra cá,
Na ida voam
Palavras,
No regresso
Nunca sei
O que virá.

MAS O ECO
Chega sempre
Com o vento,
Trazendo
Notícias de ti,
Do silêncio
Que te cobre
Desde quando
Te perdi.

ORA SOU EU
Ora és tu
Neste permanente
Oscilar,
Invoco-te,
Mas não respondes...
...........
Só me resta
Versejar.

OSCILO
Sempre
No teu sentido,
Nem sei
Se quero parar,
Regresso
Sempre
Ao meu ponto
De partida
Para logo
Recomeçar...

EU ESTOU,
Tu não estás...
Volto logo  
A procurar...
........
Tic, tac
Tic, tac,
..........
Dialéctica
Negativa
De um permanente
Oscilar...
...........
Tic, tac
Tic, tac…
.........
O pêndulo
Da minha vida
Já não consegue
Parar.

ESSA META
Que persigo
É a tua,
Mas tu nunca
Lá estás,
Regresso
Com alma nua
Quando volto
Para trás...
.............
Mas o pêndulo
Continua...
............
Pará-lo?
Não sou capaz.

“O Som do Silêncio” – JAS 2023. Detalhe

 

 

 

 

 

 

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