Artigo

UM RASTO DE INQUIETAÇÃO

Reflexões sobre a Poesia

Por João de Almeida Santos

PalácioArtesPubjpg

“Palácio das Artes no Monte Parnaso, ao entardecer”. Jas. 05-2021

“Saber interpor-se constantemente 
entre si próprio e as coisas é o
mais alto grau de sabedoria 
e prudência”.

Bernardo Soares
A POESIA É DESASSOSSEGO...

Ou nasce dele. Dá forma à dor, revivendo-a e transfigurando-a em palavras, sendo, ao mesmo tempo, a sua sublimação semântica e a sua notação musical, a sua melodia. Não foge da dor, mas metaboliza-a para a superar. Dor? Porquê sempre dor? Porque a poesia, sendo sensitiva, também é privação sensorial, porque vive num intervalo, ligeiramente recuada relativamente ao real. Ou resulta dela, da privação. É uma linguagem que é quase um sentir puro, em “carne viva”. Um comportamento, esteticamente desenhado e cantado… em surdina. “Comporta-te poeticamente”, poderia ter dito o Hans-Georg Gadamer de “Verdade e Método”. Ou o velho Schiller das “Cartas sobre a educação estética do ser humano”. Vive a vida assim, poeticamente, sem te deixares ir nessa volúpia devoradora dos sentidos que te pode sugar e engolir a alma e a distância contemplativa. Caindo numa circularidade de onde não se pode sair por não haver pontos de fuga, como os da linha elíptica. Põe os sensores em movimento, mas cria distância, intervalos por onde possas ressuscitar do mortal torpor quotidiano. Mas não corras demais. A velocidade cega, ouviste? Quem vive a correr não sente o pulsar da vida, o seu lado mais profundo. Corre só o suficiente para não ficares parado e para agarrares a vida pelo seu lado mais denso e profundo. Respirando-a e bebendo a seiva dos seus frutos mais puros. Aqueles que só podes encontrar em ti, enquanto ser humano, apesar de serem comuns e universais. Eles estão aí, pois estão, mas é preciso sensores para os encontrar e os decantar esteticamente. Coisa não fácil. Mas isso acontecerá quando te aproximares das fronteiras da existência, desses abismos que ameaçam sugar-te irremediavelmente. Dessas pulsões mais intensas que podem magnetizar-te, porque, à partida, são mais fortes do que tu. Se for preciso pára e escuta, não queiras ir logo, em correria, impaciente, até ao fim. Se fores, o que farás depois? Sentas-te à espera que regressem as pulsões e chegue inspiração para novas metas? Não. E, não, porque será sempre ilusório chegar rapidamente a um fim desejado. Se o atingiste e o esgotaste, esse fim era falso, era uma miragem. Cria, pois, um intervalo entre ti e a vida para melhor a observares sem deixar de a viver, de a tocar, nem que seja só com a ponta dos dedos. E deixa-te ficar nele, com os sensores ligados ao máximo, sem tentações perigosas. Era mais ou menos isto o que dizia o famoso Bernardo. Nesse intervalo podes tocar com as mãos o real e fazer a sua notação poética, convertê-lo numa forma que quase o não é, porque pode dizer tudo com quase nada (de forma). Até mais do que a própria imagem. E se alguém disser que uma imagem vale mil palavras, responde que um verso pode valer mil imagens, porque nele a palavra poética soa a melodia do silêncio… que só pode ser ouvida a partir desse intervalo. Só a palavra poética se pode aproximar à fala do silêncio, o murmúrio.

PRIVAÇÃO

Na poesia há privação. Há, sim. Se te saciares de real não precisas de poesia. Nem sequer a podes compreender. Ela é um intervalo denso e intenso entre o desejo, a impossibilidade e aquilo a que renunciamos: é vida transfigurada em palavras sincopadas ao ritmo de uma difusa  dor interior. É levitação desejada por privação sofrida. Uma moinha que só não te devora porque a vais dizendo metódica e melodicamente ao ritmo que te impõe. Porque a adoptas em vez de a reprimires. Com uma paradoxal alegria melancólica, a da beleza sentida de um poema. É assim que eu a sinto. Foi assim que a senti desde o princípio. E por isso me deixei ir, dizendo-a para a conservar, metabolizando-a e transformando-a em energia interior. A dor sublima-se, não se reprime nem se foge dela, se houver poesia para a adoptar.

“A arte”, diz Bernardo Soares, “é a expressão intelectual da emoção”. E diz mais: “o que não temos, ou não ousamos, ou não conseguimos, podemos possuí-lo em sonho, e é com esse sonho que fazemos arte”. Sim, o sonho, onde vivo o impossível, onde nunca atinjo a meta, onde nunca chego ao fim… pois quando estou a atingi-lo, acordo. Essa é que é essa. Irremediavelmente. Lembra-me o Calderón de la Barca e o seu “La vida es sueño”. E, por isso, também se pode acordar da vida para a dura realidade. Que o diga Segismundo. A arte está lá nesse intervalo por onde irrompe o sonho, sob a forma de palavra, risco, cor, som. Quando nos sentimos orquestra e nos tocamos. Ah, como é bom sentir-se orquestra, com todos os sentidos a executarem uma sinfonia. E o compositor mais próximo talvez seja Mahler. Para mim é mesmo. Tenho a certeza, sem ser necessário ir a Veneza ou ter uma conversa com o Luchino Visconti ou com o Thomas Mann (mas, com este último, mais lá para a frente do artigo, falarei).

A poesia é sonho de olhos abertos, sonho sensitivo, mas com alma sofrida por renúncia ou por impossibilidade. Neste intervalo também se constrói a liberdade, sob forma de arte: não me pode ser tirado o que eu reconstruí neste intervalo sofrido de privação, como arte, diria, de certeza, Bernardo Soares. Sim, porque o reconstruí em ausência. E neste estado de privação “nada me pode ser tirado nem diminuído”. Bem pelo contrário, sou eu que lanço ao mundo essa vida revisitada e recriada com a minha sensibilidade, a partir desse sentimento (doloroso) de privação. Canto e dou música ao mundo. E o mundo fica mais belo do que já era, diria a minha amiga Marguerite Yourcenar: maintenant tu es plus beau que toi-même, Gherardo. Mundo ou Gherardo, tanto faz. O que importa é a recriação em ausência. Ou, como dizia o Italo Calvino, nas famosas “Lições Americanas”: “creio que seja uma constante antropológica este nexo entre levitação desejada e privação sofrida. É este dispositivo antropológico que a literatura perpetua”. Diria mais, com ele: a poesia é uma “função existencial” que procura a leveza como reacção ao peso doloroso do viver. A leveza dos sonhos a olhos abertos, cantados em palavras e lançados ao vento que há-de mover, como chamamento, as copas das árvores… ou dos arbustos. Ou talvez não.

RENÚNCIA

Comprei, pois, para tirar dúvidas, uma nova edição do “Livro do Desassossego” do Fernando Pessoa ou, se quiserem, do Bernardo Soares. Porque gosto deste livro e porque quero olhar para a minha poesia, agora que a vou pôr em livro (100 poemas), acompanhado por ele. Por este Fernando Pessoa, filósofo. Revisito-o com regularidade, como quem vai ali ao PUB conversar com os amigos sobre as coisas da vida para depois escrever sobre elas. Por necessidade interior. Irmanado nessa renúncia que é privação sofrida… à procura de leveza. Que vou encontrando à medida que caminho entre o silêncio e o sonho, montado em palavras, riscos e cores intensas, ao som de versos entonados e paradoxais, que me vão desenhando e iluminando esta vereda tão estreita da minha vida. E porque compreendi que Pessoa chegou perto dos nexos fundamentais da existência, naquilo que ela tem de mais sublime, de mais elevado. Neste livro anda por lá essa ideia que tanto me fascina, do ponto de vista estético: a ideia de renúncia. Tal como no meu, que foi, afinal, a solução para a renúncia. A escrita poética como solução da própria vida quando a vida anda aos pulos e não conseguimos pará-la. Sim, essa ideia de renúncia (ou mesmo de impossibilidade) que, um dia, me pôs em intervalo criativo. Não a do eremita, daquele que foge da vida para se aproximar de deus, da natureza ou da eternidade. Não, essa não, mas a daquele que se afasta um pouco da vida para entrar nela com mais profundidade, compreendê-la e vivê-la numa dimensão que está para além do imprevisível tempo do acaso, do presente efémero e circular, da volúpia orgástica ou do império dos sentidos. Digamos, vivê-la em alvoroço poético. Claro que não sou tão radical como ele. Nem tão pesado nos juízos. Mas sei bem que só radicalizando poderemos compreender o essencial para, depois o dizermos, com sabedoria e beleza sedutora. Não como mero exercício intelectual. Nestas condições, a arte permite isso. Porque não é do domínio do pragmático e do útil. Porque não serve, aparentemente, para coisa alguma, a não ser como adereço? Não. Ela serve, sim, mas noutra dimensão. Encontra-se num dispositivo que, sendo universal, procede em registos únicos, com aura. “Subjectividade universal”, diria o Kant dessa extraordinária “Crítica do Juízo”. Assunto tão relevante que, um dia, o Schiller haveria de propor um “Estado Estético” que fundasse a harmonia social na educação estética, ou seja, na celebração social e quotidiana do belo. Já reflecti sobre esta ideia de Schiller no meu livro “Os Intelectuais e o Poder”. Mas nunca mais ouvi falar desta sua ideia. Talvez porque se trate de uma utopia impraticável ou até mesmo perigosa para uma certa visão do poder; ou talvez porque a estética, na verdade, seja impolítica e, por isso, nunca possa estar lá no horizonte estratégico de quem governa. Desta dicotomia, quase antinomia – política versus estética -, falou Thomas Mann abundantemente nas suas “Considerações de um Impolítico” (1918), apesar de nela encontrar, além de antinomias, uma convergência: ambas “têm uma posição intermédia e mediadora entre a vida e o espírito” (Thomas Mann, Considerazioni di um impolítico, Milano, Adelphi, 1997, p. 575). Sem dúvida, ainda que em registos diferentes. Eu diria assim: a mediação pela arte visa elevar a vida ao espírito, enquanto a mediação pela política visa levar o espírito à vida. A boa política. A arte não pertence, de facto, à esfera da praticidade, não procura influenciar e a sua magia consiste precisamente em superar “o conteúdo através da forma”, ou seja, desvitalizando-o para o fazer levitar na beleza formal.  Por isso ela é “irresponsável”, permitindo que o artista se retire para os seus domínios quando na esfera prática as coisas não lhe correm bem, quando não se entende com a realidade nem a realidade com ele. Afinal, o artista tem “direito à paixão” e por isso, o mundo, inclusivamente ele próprio,  tolera isso, desculpa-o, aceita-o assim (1918:  544). Ora aqui está, dito pelo autor dessa extraordinária “Montanha Mágica” (1924), essa enciclopédia do século XX de que as “Considerações” constituem uma bela e elucidativa antecipação. Um lugar especial para a “irresponsabilidade” da arte e em particular a do poeta.

Talvez esta ideia de renúncia tenha a ver precisamente com esse direito exclusivo à paixão e com o desinteresse pelos efeitos da obra de arte que dela resulta. Não renunciar exige responsabilidades que o artista não tem condições para honrar, sob pena de suicídio estético. O poeta apaixona-se por uma imagem e, depois, pinta-a com palavras. Não é assim, Bernardo?

SILÊNCIO

É uma grande obra, esta, a do “Desassossego”. Desta vez reli, pela enésima vez e de forma altamente interesseira, uns textos sobre a relação entre a poesia e a prosa. Também eu ando por ali e quis medir bem o que o Bernardo dizia, esse que preferia a prosa ao verso, pela simples razão de ser “incapaz de escrever em verso”. Que era o que eu próprio sentia até há cerca de sete ou oito anos. Prosa e mais prosa. Pior: teoria. Até que se deu o clique. Ao olhar para um arbusto cheio de carga simbólica e ao observar um estranho enlace. Algo inesperado, mas que não me apanhou totalmente impreparado, pois há algum tempo que vinha sentindo falta de alguns personagens do meu romance “Via dei Portoghesi”, que tinha acabado de escrever.  E vi neste estranho enlace a minha salvação. Mais propriamente, uma espécie de “fissão poética”, com libertação de energia criativa e até mesmo com potência destrutiva. Ah, sim. Sei bem do poder de um poema. E sei quase tudo sobre quem os não sabe ler como resultado do tal intervalo e fica sempre ao pé da letra. Sem arredar pé dali, da letra. A julgar o mundo por uns pobres versos escritos em estado de necessidade. Como se de prosa se tratasse, nem sequer ficcional. Ora bolas, que desperdício!

Percebi que o que não é possível dizer em prosa pode ser dito em poesia, sendo também claro que a prosa não tem o mesmo poder performativo. Dizer o indizível com a força de um acto. Aumenta o espaço de liberdade, aumenta sim, e até pode adquirir um carácter substitutivo. E não só porque o poeta é um fingidor que sente pelo menos metade do que diz, fingindo que mente só porque o diz num poema. Mas diz o que diz, com asas, em voo sobre o vale da vida. E isso deveria ser o suficiente para arredar dali, da letra.  Ou seja, a poesia torna-nos mais livres e mais leves, também porque dizemos o que sentimos de forma livremente auto-referencial, sem grandes responsabilidades pessoais, embora nesse registo universal com que traduzimos, em arte, o nosso próprio registo sensorial ou a nossa experiência vivida. O que é suficiente para dar autonomia à narrativa poética retirando-lhe eventuais excessos de subjectividade. E até porque o que sob esta forma se diz tem a pretensão de ser mais do que o que simplesmente se quer dizer, se comunica sob qualquer outra forma: ser simplesmente belo e sedutor. Indo para além do registo sensorial, denotativo e conceptual. Dizer de forma cifrada, leve e musical, onde a própria linguagem é mais, muito mais do que meio de expressão. Dizer tudo, parecendo nada dizer. Parecendo simples murmúrio. Mas não só por isso. Sobretudo porque é uma linguagem plena que pode dizer quase tanto como o que diz o silêncio. Quase um contraponto, um intervalo musical.  A poesia é a linguagem mais próxima dele, do silêncio. É silêncio murmurado, balbuciado, mas composto, musicado, conservando ao mesmo tempo uma dimensão polissémica, mas sem pretensões denotativas, tal como a música. Mesmo que haja referentes (e há sempre) que nela se possam vir a reconhecer. Mas ela é mais do que isso: aspira a um reconhecimento subjectivo universal, filtrado, claro, pelo dispositivo sensorial de todos e de cada um. A arte, sendo universal, interpela singularmente cada um de nós, através da sensibilidade. A poesia não é, pois, para as massas, mas para cada um, singularmente considerado. E aqui a antinomia política/arte acontece. Que se lixem os efeitos se o que digo em arte é belo. Pronto, é isto.

MÚSICA

O Bernardo Soares diz que o verso é uma passagem da música para a prosa. Genial intuição. Ou seja, a poesia não só está entre a música e a prosa como permite a passagem de uma para a outra, sem se reduzir a simples meio ou instrumento. Tem elementos de ambas. E, por isso, reside nesse intervalo com corporeidade, substância e vida própria. Mas julgo ser possível dizer também que entre o silêncio e a poesia talvez esteja a música. A música é a voz do silêncio, porque ainda não diz, mas deixa espaço à poesia para dizer, como melodia cantada, o que é (quase) indizível. A poesia também é música ela própria e é silêncio já em forma larvar. Ela acrescenta semântica à música e música ao silêncio, num só registo, o registo poético. E é na sua quase indizibilidade melódica, nesta fisicidade, que reside o poder da poesia.  É por isso que o silêncio e a música se podem exprimir como semântica de forma larvar na poesia, sendo cada poema a borboleta que esvoaça sobre as nossas vidas e a nossa imaginação para interpelar a fundo o nosso pólen, a nossa sensibilidade individual. Sim, cada poema é uma borboleta à procura de pólen…

EM SUMA, UM RASTO DE INQUIETAÇÃO…

É nestes intervalos que o poeta se coloca ao cantar a música da vida com a pauta da poesia. Um canto sofrido, porque fruto do desassossego, da privação, da dor, mas por isso mesmo obra de jograis vadios, nómadas, irresponsáveis, sempre em movimento, atravessando fronteiras à procura do que nunca encontram e nem querem encontrar, porque se encontrassem perder-se-iam no encontro. Um quase suicídio. O Vinicius não disse ao passarinho que já não havia poeta nem poesia porque ficara feliz? O passarinho que estava ali para o acompanhar no canto e matizar na dor foi-se embora do parapeito da sua janela à procura de outras dores e de outros cantos. A poesia é o modo de comunicar a partir desse intervalo perpétuo em que vivem: em permanente privação, com um passarinho por companhia. Não digo, ironicamente, com um passarinho na cabeça, seria demais, digo, por companhia, se possível ali no parapeito da janela, de onde possa sempre voar. Talvez para a terra do nunca. Os seus poemas são cantos com que querem encantar para logo partir, deixando um rasto de inquietação, que é ao que de mais belo a poesia pode aspirar.

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“Palácio das Artes”. Detalhe.

2 thoughts on “Artigo

  1. Bom dia! Como está?

    Estive agora a ler a sua bela reflexão da poesia inquietante, da inquietação da poesia, do intervalo que separa a dor da criação e como muitas vezes é necessária a dor para permitir o ato mais puro e valioso da criação. ” A música é o som da poesia” amei! Eu, ( mas quem sou eu, junto do meu estimado artista?!) digo ; A música são os sons do coração. Achei tão bela, tão fascinante, tão criativa toda esta reflexão e sempre acompanhada de citações dos génios da literatura ( o meu génio [ como lhe chamo] Fernando Pessoa, lá está, bem presente quer no Livro do DESASSOSSEGO, quer na sua bela poesia ” O poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir…” Tinha saudades estimado amigo! As dores apoquentam – me, a doença mina o meu ser, mas hoje, hoje ignorei a dor e li e ao ler deliciei – me e por incrível que pareça, senti – me completamente” encaixada ” logo no primeiro texto. Inclusivé fez – me lembrar uma simples postagem com uma foto” estilo infantil ” acompanhada de umas frases que escrevi e que traduziram o meu” eu ” nesse momento. Por favor, não me interprete mal, o que referi é repleto de modéstia e humildade!

    O TEMPLO, que dizer perante tanta beleza, tanta mestria, tanta sensibilidade?! É um artista, autor, filósofo ( e professor) mais completo do nosso contemporâneo. As cores são fascinantes, remetem – me para o Mundo de sonho, aquela sensação de ; Estou a sonhar acordada, ou acordada com visões de sonho?!

    Parabéns!! Amo tudo o que nos dá! Bem haja e obrigada por existir e tornar tudo à nossa volta bem mais belo!!

    Bjs com carinho e admiração, Margareth dos Santos Leite Moreira

  2. Obrigado pela suas generosas palavras, Margareth Moreira. Já tinha saudades dos seus comentários. E fico feliz por se ter sentido motivada para ler este meu longo texto. São reflexões que procuram evidenciar o quadro em que me movo, enquanto poeta. Por isso, irei utilizar este texto para a introdução ao meu livro de poesia, em preparação (100 poemas). O Bernardo Soares é extraordinário. Um filósofo que vive dentro de Fernando Pessoa. Curiosamente, sem ter sido intencional, encontrei conforto nele quando estava a escrever o meu romance “Via dei Portoghesi”. Essa ideia de renúncia. O quadro já o tinha feito para um poema, mas achei que estaria bem a ilustrar um pequeno ensaio sobre a poesia. O Monte Parnaso. Pu-lo ao entardecer porque esta minha reflexão é uma reflexão de entardecer, onde tudo surge à nossa sensibilidade mais filtrado, mais subtil. Mais uma vez muito obrigado e o desejo de que tudo lhe corra pelo melhor. Um abraço.

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