Poesia-Pintura

CATEDRAL

Poema de João de Almeida Santos.
Ilustração: "A Fonte".
Original de minha autoria.
Outubro de 2021. 
Obelisco19_02_1 - cópia copiar

“A Fonte”, Jas. 10-2021.

POEMA – “CATEDRAL”

VIAJEI NO TEMPO
Até à cidade,
Encontrei-te
Por ali,
Rosto sereno,
Inocente,
Como quem
Sempre sorri.

FOMOS AO TEMPLO
Da rua
Da minha vida,
À cúpula
Da catedral...
..............
Não te abracei
Nessa noite,
Era sagrado
O lugar,
Seria abraço
Fatal.

MAS FICOU-ME
O prazer
De te ter ali
A meu lado,
A sonhar-te
Nos meus braços,
Nos beijos
Que não trocámos
Numa noite
De luar,
Quando o amor
É mais intenso
E o corpo
Se desnuda
De tanto a lua
Brilhar.

FOMOS À PRAÇA
NAVONA,
Escutámos
As águas
Da "Fonte
Dos Quatro Rios"
(Essa dádiva
Do Bernini),
Íntimos,
Em sintonia,
Antevendo um futuro
Que nunca mais
Chegaria...

ATÉ QUE ME PROCURASTE
Nessa fita
Da memória,
A noite perdida
De afectos
No alto da catedral,
Corpos tensos,
Sem palavras,
Na fronteira
Do amor...

TORNOU-SE MAIS VIVO
Que nunca
O que não aconteceu
Como se fosse
Futuro
Que, afinal,
No teu passado
Ainda não se
Perdeu.

E CÁ ESTAMOS DE NOVO
À procura
Dessa noite,
Dos beijos
Que não te dei,
O passado já é
Futuro
E desse tempo
No limiar
Do sagrado
Já não sei
O que farei.

TALVEZ FAÇA UM POEMA
Para te reencontrar,
Cantar esse
Sorriso terno
De que sempre
Eu gostei,
Voar no tempo,
No espaço sideral,
Pousar de novo
Contigo,
Numa noite de luar,
Na cúpula
Da catedral...
Obelisco19_02_1 Rec

“A Fonte”. Detalhe.

2 thoughts on “Poesia-Pintura

  1. Que dizer perante palavras tão belas que formam em nossa mente um cenário tão belo e real quanto as palavras soltas e envoltas de paixão. Eu, fui arrastada nesse arrebatador poema, sentindo o corpo e a alma em alvoroço.
    Ainda sinto no corpo banhado de luar, no cimo da Catedral um encontro repleto de desejo que quero encontrar. Parabéns, parabéns… Nada mais se pode dizer quando vivemos inteiramente, quando entrámos completamente no êxtase do autor e sentimos a sua paixão, o seu desejo…. Maravilhada!!!

  2. Já fiz agora mesmo o comentário da poesia. Não consigo enviar, pois dizem que já viram igual.
    Eu, sou eu, a Margareth dos Santos Leite Moreira que comentou agora à minutos, dia 04 de Outubro de 2021, pela primeira vez este belo poema de João de Almeida Santos.

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