MUSA
Poema de João de Almeida Santos Ilustração: “Musa” JAS 2026 Original de minha autoria Abril de 2026
POEMA – “MUSA”
EU TENHO UMA MUSA Guardada Lá no fundo Da memória, Perdi-lhe o rasto Ao corpo, Ficou-me dela O mistério Que me alimenta O estro Quando a saudade Me assalta. SOBROU-ME Recordação, Marcas cá bem Dentro de mim, Desço ao fundo Da alma Mas não lhe vejo O fim. E ASSIM NÃO A Vislumbro, Há uma certa Escuridão, O olhar já Não me chega, Restam-me As cicatrizes Da alma E uma funda Solidão. ÀS VEZES Desenho-lhe O rosto, Ponho-lhe cores Muito vivas, Pinto a alma Com palavras, Dou-lhe um nome Que não é seu, Levo-a aos meus Poemas E devolvo-lhe tudo O que ela Não me deu. VALE-ME A POESIA Para onde fujo Com ela, É como a maresia Da praia Que vejo Da minha janela. EU TENHO Uma musa Nesse mar Que não tem fim, Revolvo-me Nas suas ondas Que batem Nos meus poemas, Mas onde sorri Para mim. NÃO IMPORTA Onde está, Musa é fonte De inspiração Desde que haja Memória De uma intensa Paixão.

