CHÃO
Poema de João de Almeida Santos Ilustração: “Luz na Montanha" JAS 2021 (92x123, papel de algodão, 310gr, e verniz Hahnemühle, Artglass, AR70) Original de minha autoria Maio de 2026
POEMA – “CHÃO”
DESCESTE, Já nem sei De onde, Cravaste raízes Profundas Neste meu Sagrado chão, Que me fala E me responde... ........... Nunca fica Em negação. AO LONGE, Lá na montanha Sagrada, Surge, do nada, Incandescente, Um clarão; São meus olhos Que t'iluminam Ou a montanha Que celebra O meu chão? NUNCA VI Chover do céu Tanta luz E o chão Que sempre piso É delicada raiz Que cresce Dentro de mim À medida Do teu sorriso, À medida Do que ele me diz. ESTA LUZ Que lá do alto Ilumina É magia, É milagre, É fogo Que me fascina Neste meu Entardecer, Faz-me voar No azul profundo Do céu Apenas para Te ver. NAS RAÍZES Que crescem, Por dentro E por fora, Como rendilhado Deste meu chão Seminal Tenho presa A minha alma Como se fosse Prisão Por pecado capital. MAS NELE ELEVA-SE A geometria Perfeita De um monólito Sideral Para te invocar Em ritual De montanha Onde possas Renascer Como a divindade Da chama. A MAGIA Do meu chão, Despertada Pela luz Que vem Lá de cima, Do alto, Devolve-me A liberdade E acende-me A fantasia, Põe-me a alma Em sobressalto E o meu corpo Em euforia. ENTÃO, CANTO Então, danço Neste chão Que é só meu, Dou asas À fantasia E a fronteira... ........ É o céu.

