MARMELADA
Poema de João de Almeida Santos Ilustração:”Dança da Combustão” JAS 2026 Fecho do Poema - Detalhe de "Encruzilhada" - JAS 2025 Originais de minha autoria Julho de 2026
POEMA – “MARMELADA”
COMO GOSTO Desta tua Marmelada, Meu amor, Doce e acre Como tu, Sinfonia De sabores Como a seiva Do teu corpo Livre e nu. SOU GULOSO, Como sabes, E como é doce E macia Esta tua Marmelada, Sinto-a Como alquimia, Como pura arte De fada. HARMONIA De sabores, Cozidos No teu fogão, Cor intensa E profunda, Compota Sem acidez De marmelos Em fusão. COMO, COMO, Sem parar, Sabe-me A maresia, A branca espuma Do mar E também Ao perfume Do teu corpo Onde quero Naufragar. NESTA TUA Marmelada Tudo é Artesanal, Polpa moldada Por ti Com teus marmelos Na mão E segura Maestria Na dança Da combustão, Sabores Em harmonia, Cor intensa, Doce iguaria De frutos Abençoados Em doce Composição. TALVEZ A TENHAS Criado Em tempo De quietude Ou até de Solidão, Quando esvaece Esse lado Tão agreste E tão crispado Que encobre A beleza Dos momentos De paixão. AH, ESSA TUA Marmelada É pura, É leve, Há pássaros Que voam Na tua alma, Que dançam no Calor da Combustão, Um bailado De leveza Com frutos De perdição. VAI FICAR-ME Sempre vivo O sabor Por ti criado, Carícia Da fantasia, Uma dádiva De prazer, Uma bela Harmonia... ............ Quase pecado. SOUBE-ME BEM O dia da Marmelada, Vi teus olhos A brilhar, Duas palavras Trocadas, Alegria natural, A magia Do momento, Ternura No teu olhar, Saudades Do amanhã Como da brisa Do mar. FICOU-ME Um pouco de ti E quando As saudades Chegam Eu provo Do seu sabor E logo te vejo Espelhada No brilho Da sua cor Que é cor Que me sorri, Essa cor Da marmelada.

